quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Documentos vazam e causam furor

Nesse terceiro dia da conferencia do clima em Copenhague, o assunto do momento é o vazamento de “papers” com propostas das nações ou blocos delas.
A Dinamarca fez vazar um “draft” que privilegia os países ricos e industrializados, a China fez publicar outro onde sinaliza que países em desenvolvimento não tenham metas vinculantes apenas voluntárias, a União Europeia deixou que todos soubessem também do seu, onde defende que os recursos atuais disponíveis são suficientes, assim todos vão soltando seus balões de ensaios, está declarada a guerra surda de bastidores em Copenhague.
Todo esse clima –sem trocadilhos- na Conferência do Clima, vai prosseguir até a semana que vem, quando os negociadores levarão aos governantes as propostas que já tenham consenso e deixar para a última semana os debates reais e verdadeiros entre os presidentes e chefes de governos que darão a palavra final, de como terminará essa conferencia do clima.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A briga dos países pelos fundos de financiamento


Conforme era esperado, a briga dos países para ter acesso aos fundos que financiariam os projetos de redução das emissões será uma dura batalha para o Brasil.
Negociadores das nações mais ricas defendem que o Brasil, China e Índia sejam excluídos dos fundos, pois, entendem que, após a crise econômica de 2008/2009, esses países saíram bastante fortalecidos e países como o Brasil já recebe a maioria dos projetos de MDL_Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
Por outro lado, o secretário-executivo das Nações Unidas para o Clima Yvo de Boer (foto acima) defende que esses países tenham acesso a esse fundo.
Nesse estágio preparatório das negociações, cresce uma proposta de criação de um “fast start fund” (fundo de acesso rápido) de US$ 10 bilhões por ano para os próximos três anos.
Como as posições começam a ser colocar, está claro que as negociações será complicada e dura para o Brasil.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Esperança de acôrdo na Conferência do Clima


“ O acordo está em nossas mãos”, com essa frase, dita pelo primeiro ministro da Dinamarca Lars Løkke Rasmussen foi oficialmente aberta a conferencia do clima ontem em Copenhague.

Falando para uma plateia gigantesca, o primeiro ministro disse que a presença de mais de 100 lideres mundiais significa “uma oportunidade que o mundo não pode perder”, se referindo a necessidade de construir uma acordo que substitua o protocolo de Kyoto, que se encerra em 2012.

Durante as próximas duas semanas, negociadores dos diversos países estarão nas mesas de negociação, em busca de construir uma política global para o clima.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Começa a Conferencia do Clima em Copenhague


Começou hoje em Copenhague a COP-15, onde os países buscarão alcançar um novo acordo sobre a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa para depois de 2012, sendo esse o objetivo principal da cúpula do clima de Copenhague (7 a 18 de dezembro),
Representantes de 190 países participam da conferencia e tem um desafio enorme pela frente, que é construir um acordo global entre países para limitar a emissão de GEE, que são os gases de efeito estufa, especialmente o gás carbônico CO2, cientistas já comprovaram a relação entre aumento da concentração de gases na atmosfera com o aumento da temperatura da Terra, que já está quase 1 grau centígrado mais quente.
Países como Brasil, Estados Unidos, China, Índia e União Europeia já definiram metas de redução que pretendem por na mesa de discussão, todavia, as metas por si só não garantem que o acordo vai sair, daí que os países em desenvolvimento querem que essas metas se transformem em “acordos vinculantes” que tem valor legal, e não apenas metas de países.
Muitos serão os temas a serem discutidos em busca de acordos, todavia, quatro temas vão nortear todas as mesas de negociações, que são:
Redução de emissões: o principal é conseguir compromissos de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa até 2020, um passo importante no objetivo para 2050 de reduzir em 50% a emissão anual de dióxido de carbono (CO2).
Financiamento: a meta é angariar fundos para ajudar os países desenvolvidos a aplicarem um modelo econômico com menos emissões de CO2, além de medidas de adaptação às inevitáveis consequências das mudanças climáticas.
Status Legal: apesar dos dois anos de reuniões, ainda não se chegou a nenhuma conclusão sobre o problema do status legal do futuro acordo. Os países em desenvolvimento querem que o Protocolo de Kyoto de 1997 seja estendido além de seu vencimento, em 2012. Entretanto, os Estados Unidos abandonaram este protocolo, em parte porque ele só é juridicamente vinculante para os países desenvolvidos, deixando de fora os emergentes e em desenvolvimento. Diante deste quadro, são duas as possibilidades: ampliar Kyoto, estabelecendo relações com os Estados Unidos, ou abandoná-lo e adotar um novo acordo que inclua os Estados Unidos.
Desmatamento: os países com vastas florestas tropicais pressionam por um acordo que os ajude financeiramente a preservar estes "pulmões" do planeta contra as emissões de CO2.
Ao longo dessa semana, pretendo fazer boletins diários sobre os pontos mais relevantes do que acontece na conferencia.

sábado, 5 de dezembro de 2009


Quem nunca ficou em dúvida a respeito que seja o “Ômega 3” presente nos peixes, mais especificamente no Pacú e Sardinha aqui da nossa região.
Para atender pedidos feitos pelo chat “tudo pela toada”, resolvi trazer um pouco mais de informação sobre o assunto.
Os ácidos graxos ômega 3 são gorduras essenciais para o funcionamento do organismo, são ácidos carboxílicos poliinsaturados.
Eles não são produzidos pelo nosso organismo e devem estar presentes na dieta, e por essa razão, esses ácidos graxos são chamados de “essenciais”, assim como o ômega 6.
A ingestão do Ômega 3 auxilia na diminuição dos níveis de triglicerídios e colesterol ruim (LDL), enquanto pode favorecer o aumento do colesterol bom (HDL). Possui ainda importante papel em alergias e processos inflamatórios.
Podemos encontrá-los nas nozes, castanhas, peixes especialmente de águas frias, rúcula e nos óleos vegetais, como canola, soja e milho.
Informações sobre benefícios do ômega 3
• Ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa ômega 3 na prevenção de doença cardiovascular
• Ômega 3 é um remédio natural para depressão (Globo Repórter, 12/08/2004)
• Ômega 3 combate seqüelas do infarto, mostra estudo (Reportagem da France Presse, em Paris, 07/02/2003)
• Ômega 3 reduz lesões por esforço (Pesquisa UNICAMP, São Paulo, 13/05/2003)
• Ômega 3 pode ajudar pacientes com câncer (Matéria da BBC, 14/09/2003)
• Consumo de peixe pode 'reduzir riscos de ataque cardíaco' (Matéria da BBC, 27/05/2003)
O ômega 3 é reconhecido como sendo um nutriente cardioprotetor. Os efeitos cardioprotetores do ômega-3 parecem dever-se, principalmente, a uma combinação de resultados nos seguintes parâmetros de risco à saúde cardiovascular:
• Diminuição do triglicerides no sangue;
• Prevenção de batimento cardíaco irregular (antiarritmia);
• Diminuição da pressão sanguínea;
• Ajuda o combate ao câncer;
• Ajuda com depressão;
• Redução da agregação plaquetária e;
• Aumento da fluidez do sangue.
IMPORTANTE: O ômega 3 é essencial para o funcionamento de dois órgãos importantíssimos: o cérebro e o coração. No coração, ele diminui o risco de ataques cardíacos, pois ele evita que as gorduras ruins (hidrogenadas e as saturadas) se fixem nos vasos sanguíneos, fazendo assim com que eles se entupam, causando os ataques cardiovasculares.
Já o cérebro é constituído de 20% de gordura, então é importante o consumo de ômega 3 para deixá-lo ativo, em sua deficiência o cérebro funciona lentamente causando assim a falta de memória.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Alinhamento Chinês ao Brasil e Meta da Índia para COP-15

O porta-voz de Assuntos Exteriores da China Qin Gang, afirmou hoje (03/12) que seu governo defende as mesmas posições que o Brasil e a Índia na questão das mudanças climáticas.
Se os países cumprirem o acordado pelo Protocolo de Kyoto (que vence em 2012) atenderem o que está contido no Mapa do Caminho de Bali e o Princípio das Responsabilidades Comuns, mas Diferenciadas, a cúpula de mudança climática será um sucesso, afirmou Gang.
Enquanto isso, a Índia, sob pressão internacional acaba de anunciar suas metas, prometendo reduzir sua intensidade de carbono em 20% a 25% até 2020, em relação a 2005. Essa intensidade de carbono representa a quantidade de CO2 emitida por cada unidade do PIB(Produto Interno Bruto).
Essa meta indiana ainda é tratada como objetivo doméstico e não vinculante, como deseja a comunidade internacional.
Agora já é possível avaliar como algumas economias estão de posicionando. O Brasil anunciou na semana passada metas de reduzir, até 2020, suas emissões de gases de efeito estufa dentro do limite que vai de 36,1% a 38,9%, com base nas taxas do relatório de emissão até 2005. A China se comprometeu em reduzir entre 40% e 45% a intensidade carbônica em 2020 em relação a 2005. Enquanto os EUA já definiram a meta de reduzir 17% das emissões em 2020 em relação a 2005.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Emissões de Gases de Efeito Estufa por Países.


Há poucos dias do início da COP-15 em Copenhague, apresento abaixo um resumo mundial das emissões, que visa comparar a contribuição de cada um dos países nas emissões de gases de efeito estufa e as metas de redução propostas por esses mesmos países.
Observando o gráfico na coluna ”Emissões Atuais”, vimos que a China e os Estados Unidos lideram as emissões, e justo, portanto esperar que esses dois países proponham metas mais ambiciosas de reduções das suas emissões.
Quando se faz a conta baseada em “Toneladas por Pessoa” observamos que a Austrália, Estados Unidos e Canadá lideram as estatísticas. Destaco a posição da Índia, que é o país que menos emite, apesar da sua população ser a segunda no planeta, sinalizando expectativas de crescimento econômico e continuado.
No quadro “Emissões Acumuladas” vimos a liderança dos Estados Unidos seguido pela União Europeia, que reflete o vigor das economias industrializadas.
Enquanto no quadro “Intensidade” vimos a liderança da China seguido pela Rússia e depois aparece a África do Sul.
Recomendo uma análise mais profunda dos números apresentados e observar como esses países se posicionarão na Conferencia do Clima, que começa em Copenhague no dia 07/dez.