domingo, 1 de maio de 2016

Dia do trabalho no país que bate recordes nas taxas de desemprego.



Todos os anos nesse Dia do Trabalho eu escrevo aqui para mostrar que ainda há esperança de dias melhores para os trabalhadores brasileiro.

A luta histórica para a redução da jornada de trabalho já deixou de ser uma opção de discussão com as forças políticas que comandam a nação, hoje o trabalhador brasileiro é obrigado a trabalhar 44 horas semanais, uma das maiores jornadas semanais de trabalho no mundo moderno, enquanto as discussões sobre a proposta de redução para 40 horas semanais dormem nas gavetas do Congresso Nacional.

Os benefícios que essa redução traria são indiscutíveis e deveriam soar como música nos ouvidos das forças capitalistas, pois o aumento da produtividade e eficiência em perfeita sintonia com a redução das doenças ocupacionais e do estresse que tanto tem levado nossos trabalhadores aos hospitais e clinicas de reabilitação.

Porém o que mais tem preocupado os trabalhadores brasileiros é a manutenção dos empregos ou a ausência deles, visto que a taxa atual de desemprego bate o recorde com mais de 12 milhões de pessoas desempregadas no Brasil.

Embora o Brasil seja comandado há mais de 13 anos por um partido político, chamado de Trabalhadores, foram poucas as ações que realmente foram desenvolvidas para aumentar e manter a criação de novos empregos no Brasil. O que se vê são pirotecnias do governo federal em completa sintonia com as células de centrais sindicais aparelhadas que se contentam com reajuste no benefício do bolsa família nesse momento de ebulição política.

De janeiro a abril de 2016, o governo federal já repassou as centrais 166,6 milhões, confirmando o atrelamento político das centrais sindicais ao governo, entidade que as centrais deveriam estar lutando por benefícios trabalhistas e mais empregos.

No início desse segundo governo da atual mandatária Dilma Rousseff aconteceu a maior retirada de direitos trabalhistas das últimas décadas, sendo a alteração das regras de acesso ao seguro desemprego o maior deles.

O que mais se vê nos jornais e telejornais é o fechamento de fabricas e lojas no Brasil, ao mesmo tempo em que, os setores automobilístico e da construção civil dão claros sinais de estarem em recessão técnica, com estoques abarrotados e sem compradores no mercado dispostos a adquirir esses bens de consumo.

No Amazonas, já são mais de 25 mil empregos que foram cortados no Polo Industrial de Manaus nos últimos 6 meses, reduzindo a força produtiva da indústria para cerca de 100 mil empregos diretos na Zona Franca, um dos menores números desde a década de 90.

A crise econômica que ceifa nossos empregos é a mesma que reduz a arrecadação estadual e com isso, vemos o governo do estado cortando programas e atendimento ao cidadão e transformando a saúde pública num caos com filas, falta de remédios, e atrasos no pagamento dos profissionais da área medica.

Para nós, trabalhadores, resta apenas ter fé e acreditar que essa crise econômica passe logo e que o Brasil volte a gerar empregos e que possamos num prazo curto voltar a comemorar o nosso Dia do Trabalho.

Parabéns a todos nós, trabalhadores, que acordamos cedo todos os dias para fazer girar a roda da economia de mercado garantindo assim o pão nosso de cada dia.

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