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quarta-feira, 10 de março de 2010

Acordo da COP15 ainda rende adesões

A COP15 que aconteceu em dezembro em Copenhague foi considerada um fracasso pelos especialistas, em vista da falta de um acordo vinculante e com metas de redução das emissões mais arrojadas.
Todavia, aos poucos, os países vão aceitando o acordo que foi costurado em Copenhague, fraco ainda, mas com algumas adesões importantes da Europa.
Ontem a Índia aderiu formalmente ao acordo e hoje temos a noticia que a China, maior emissor do mundo, também vai aderir ao acordo, que não tem cumprimento obrigatório.
Aos poucos, o que se percebe é uma tentativa dos países que detêm as maiores emissões dar uma satisfação a sociedade que cobra ações mais concretas contra o aquecimento global.
São essas movimentações diplomáticas e políticas que vão dando o contorno do que realmente vai acontecer na COP16 que vai acontecer no México no final do ano.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Impasse na reta final da COP15

Em Copenhague 119 lideres de nações estão reunidos na conferência do clima que está em seus momentos finais, porém o impasse permanence em torno da conclusão de um novo acordo que substitua o Protocolo de Kyoto, o único tratado que estipula metas vinculantes as nações industrializadas.
Estados Unidos e China estão no centro das atenções, já que ambos respondem por cerca de 40% das emissões mundiais e é deles que se esperam as maiores metas.
Dos Estados Unidos, os países em desenvolvimento querem uma gorda contribuição financeira para a constituição de um fundo global e da China, esperam uma meta arrojada de redução das emissões.
Uma frase voltou a bater forte nas mesas de negociações, a “compromissos comuns, mas diferenciados” que reflete o passivo das emissões dos países industrializados e daqueles que ainda esperam se desenvolver.
Enquanto isso, para a formação de um fundo global que auxilie as nações na mudança para uma economia de baixo carbono, continuam as especulações, o Japão promete US$ 10 bilhões em 3 anos, a União Europeia oferece US$ 10,6 bilhões e os Estados Unidos apenas US$ 1,2 bilhões, algo próximo do que sugeriu a senadora Marina Silva para o Brasil.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Países africanos abandonam a conferência do clima


Como forma de pressionar as nações industrializadas, os países da África abandonaram a conferência do clima em Copenhague.
Esse boicote dos países da África e mais alguns outros países em desenvolvimento, visa obrigar os países industrializados (leia-se Estados Unidos) a estabelecer metas de redução mais arrojadas e ambiciosas e torná-las vinculantes (obrigatórias) e não mais voluntárias.
Os países africanos juntamente com as ilhas-nações do Pacífico são os mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.
Dessa forma, as sessões principais de negociações sobre o clima, promovidas pela ONU, foram suspensas nessa segunda-feira (14/dez).
O presidente do grupo dos países africanos, Kamel Djemouai, acusa diretamente países industrializados de quererem ferir de morte o Protocolo de Kyoto, o único documento legalmente vinculante, disse Djemouai.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Documentos vazam e causam furor

Nesse terceiro dia da conferência do clima em Copenhague, o assunto do momento é o vazamento de “papers” com propostas das nações ou blocos delas.
A Dinamarca fez vazar um “draft” que privilegia os países ricos e industrializados, a China fez publicar outro onde sinaliza que países em desenvolvimento não tenham metas vinculantes apenas voluntárias, a União Europeia deixou que todos soubessem também do seu, onde defende que os recursos atuais disponíveis são suficientes, assim todos vão soltando seus balões de ensaios, está declarada a guerra surda de bastidores em Copenhague.
Todo esse clima –sem trocadilhos- na Conferência do Clima, vai prosseguir até a semana que vem, quando os negociadores levarão aos governantes as propostas que já tenham consenso e deixar para a última semana os debates reais e verdadeiros entre os presidentes e chefes de governos que darão a palavra final, de como terminará essa conferência do clima.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A briga dos países pelos fundos de financiamento


Conforme era esperado, a briga dos países para ter acesso aos fundos que financiariam os projetos de redução das emissões será uma dura batalha para o Brasil.
Negociadores das nações mais ricas defendem que o Brasil, China e Índia sejam excluídos dos fundos, pois, entendem que, após a crise econômica de 2008/2009, esses países saíram bastante fortalecidos e países como o Brasil já recebe a maioria dos projetos de MDL_Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
Por outro lado, o secretário-executivo das Nações Unidas para o Clima Yvo de Boer (foto acima) defende que esses países tenham acesso a esse fundo.
Nesse estágio preparatório das negociações, cresce uma proposta de criação de um “fast start fund” (fundo de acesso rápido) de US$ 10 bilhões por ano para os próximos três anos.
Como as posições começam a ser colocar, está claro que as negociações será complicada e dura para o Brasil.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Começa a Conferencia do Clima em Copenhague


Começou hoje em Copenhague a COP-15, onde os países buscarão alcançar um novo acordo sobre a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa para depois de 2012, sendo esse o objetivo principal da cúpula do clima de Copenhague (7 a 18 de dezembro),
Representantes de 190 países participam da conferencia e tem um desafio enorme pela frente, que é construir um acordo global entre países para limitar a emissão de GEE, que são os gases de efeito estufa, especialmente o gás carbônico CO2, cientistas já comprovaram a relação entre aumento da concentração de gases na atmosfera com o aumento da temperatura da Terra, que já está quase 1 grau centígrado mais quente.
Países como Brasil, Estados Unidos, China, Índia e União Europeia já definiram metas de redução que pretendem por na mesa de discussão, todavia, as metas por si só não garantem que o acordo vai sair, daí que os países em desenvolvimento querem que essas metas se transformem em “acordos vinculantes” que tem valor legal, e não apenas metas de países.
Muitos serão os temas a serem discutidos em busca de acordos, todavia, quatro temas vão nortear todas as mesas de negociações, que são:
Redução de emissões: o principal é conseguir compromissos de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa até 2020, um passo importante no objetivo para 2050 de reduzir em 50% a emissão anual de dióxido de carbono (CO2).
Financiamento: a meta é angariar fundos para ajudar os países desenvolvidos a aplicarem um modelo econômico com menos emissões de CO2, além de medidas de adaptação às inevitáveis consequências das mudanças climáticas.
Status Legal: apesar dos dois anos de reuniões, ainda não se chegou a nenhuma conclusão sobre o problema do status legal do futuro acordo. Os países em desenvolvimento querem que o Protocolo de Kyoto de 1997 seja estendido além de seu vencimento, em 2012. Entretanto, os Estados Unidos abandonaram este protocolo, em parte porque ele só é juridicamente vinculante para os países desenvolvidos, deixando de fora os emergentes e em desenvolvimento. Diante deste quadro, são duas as possibilidades: ampliar Kyoto, estabelecendo relações com os Estados Unidos, ou abandoná-lo e adotar um novo acordo que inclua os Estados Unidos.
Desmatamento: os países com vastas florestas tropicais pressionam por um acordo que os ajude financeiramente a preservar estes "pulmões" do planeta contra as emissões de CO2.
Ao longo dessa semana, pretendo fazer boletins diários sobre os pontos mais relevantes do que acontece na conferencia.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Compromissos do Brasil, Estados Unidos, China e Índia na COP-15


A cúpula sobre mudança climática em Copenhague acontecerá entre os dias 7 e 18 de dezembro e lá estarão os representantes dos principais países emissores dos GEE_Gases de Efeito Estufa, dentre esses países, os Estados Unidos, a China, a Índia e o Brasil serão os protagonistas da conferência, veja a seguir como deve ser a proposta de cada um deles.

Os Estados Unidos:
Os EUA vão prometer cortar suas emissões de gases-estufa em 17 por cento até 2020, em comparação com os níveis de 2005, afirmaram autoridades da Casa Branca -- e fazer os ajustes depois que a lei norte-americana for concluída.
Isso corresponde a um corte de três por cento nas emissões norte-americanas em comparação com os níveis de 1990 - muito menos ambicioso do que o proposto por outros países desenvolvidos, incluindo o bloco de 27 nações da União Europeia, que prometeu uma redução de 20 por cento com relação a 1990.
Os EUA também vão se comprometer com um corte de 18 por cento até 2025 e de 32 por cento até 2030 em comparação com os níveis de 1990, afirmaram as autoridades.

A China
A China, maior emissor de gases de efeito estufa, anunciou na semana passada uma meta de cortar a quantia de dióxido de carbono produzida para cada yuan da renda nacional entre 40 e 45% até 2020 - em relação aos níveis de 2005.

A Índia
Em Nova Delhi, a Índia, outro importante país ainda acena com metas, o governo indiano se declarou disposto a assinar um "objetivo global ambicioso" para a redução de emissões de gases do efeito estufa neste sábado (28). Entretanto, o país condicionou esse passo a um "paradigma que divida a carga" entre os diferentes países, não definindo nenhum corte preciso de suas emissões, mas a imprensa indiana afirma que o país prevê reduções de entre 20% e 25%.

O Brasil
O Senado do Brasil aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de lei (PLC 283/09) que cria a Política Nacional sobre Mudança do Clima. O projeto fixa em lei o compromisso do Brasil de reduzir, até 2020, suas emissões de gases de efeito estufa dentro do limite que vai de 36,1% a 38,9%, com base nas taxas do relatório de emissão até 2005.

A poucos dias do início da Conferencia do Clima em Copenhague, especialistas dizem ser improvável um “acordo vinculante”, mas acreditam num pacto político.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Brasil e as metas de redução das emissões de CO2.



Nesta semana, numa reunião em Brasília, o Governo Brasileiro e o Itamarati recuaram em apresentar um meta brasileira para a redução das emissões de CO2 antes que aconteça a COP-15 (15ª. Conferencia do Clima das Nações Unidas) que se realizara em Copenhague e começa no próximo dia 07/dez/09.


A posição do governo brasileiro é que anunciará números ou metas de redução somente após um acerto internacional de metas únicas para a redução das emissões dos gases de efeito estufa, de captura de carbono da atmosfera e de desaquecimento global.


Pessoas influentes no governo, como os ministros Celso Amorim e Dilma Rousseff fazem parte do grupo palaciano que acham que o Brasil não deve ter metas, por não fazer parte do anexo-1 do Protocolo de Kioto, onde são descritos os países industrializados mais antigos.


O Governo Brasileiro quer condicionar o corte nas emissões brasileiras a um acordo internacional de meta única, pois entende que, no momento, basta ratificar o compromisso assumido de reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia.


O mundo inteiro olha para o Brasil, especialmente os países desenvolvidos, já que não esperam grandes ações da China e da Índia, neste sentido, o Brasil só teria a ganhar assumindo metas e números ousados e se credenciando a financiamentos internacionais para executar essas metas, nas áreas da Agricultura, indústria, Ciência e Tecnologia.

Neste sentido, meta ousada seria o governo adotar o que proclama o Ministério do Meio Ambiente, que defende uma redução de emissões de CO2 em torno de 40%.


Agindo dessa forma, o governo brasileiro se esconde e foge do seu protagonismo sobre o tema, essa COP-15 está sendo preparada para o Brasil ser a bola da vez, basta que assuma o papel que o mundo dele espera que é a liderança mundial na questão ambiental.


Por outro lado, a União Europeia, de forma unilateral, já assumiu uma proposta com objetivo de reduzir em 20% suas emissões de CO2 até 2020 podendo chegar ate 30% dependendo dos acordos.


Mas ainda é possível que ocorram mudanças na posição do Brasil já que o Itamaraty promove na próxima segunda (09/11) uma reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, é mais um evento preparatório para a COP-15.

domingo, 1 de novembro de 2009

A Amazônia e as Mudanças Climáticas

Desde a Rio-92 o Brasil mostrou que buscava uma posição de destaque no cenário mundial quando se tratava das questões ambientais.
Na ocasião, propôs o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo_MDL que em pouco tempo todos perceberam a importância dessa ferramenta.
Agora o Brasil tem uma nova chance de definir os rumos das ações e assumir uma posição de protagonista na questão ligada a redução das emissões globais dos Gases de Efeito Estufa_GEE
Acontece em Copenhague agora em dezembro/09, a COP-15 (Conferencia Das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), onde compromissos serão assumidos pelas nações para a redução das emissões de GEE, e também acordos de cooperação para a estabilidade climática.
Para nós, da Amazônia, nos interessa que sejam definidos e implementados políticas de apoio aos povos da floresta, na proteção do meio ambiente, na conservação dos recursos florestais, reduzindo as emissões por desmatamento e degradação, através do mecanismo conhecido como REDD.