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sexta-feira, 5 de março de 2010

Desmatamentos e Queimadas

O IMAZON, Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia coleta e publica informações sobre o desmatamento na Amazônia.
O último estudo publicado considera os dados levantados dos municípios do Sul do Amazonas como Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré e Novo Aripuanã, quase todos dentro da área de influência do Arco do Desmatamento.
Os dados do desmatamento indicam que de agosto de 2006 a julho de 2009 foram desmatados 452 quilômetros quadrados na região Sul do estado do Amazonas. Isso é mais que 45.000 campos de futebol.
O município que mais desmatou foi Lábrea, com 27% do total desmatado, seguido de Apuí com 24%, Novo Aripuanã vem com 17%, Manicoré com 13%, Canutama com 10%, Boca do Acre com 5% e finalmente Humaitá com 4% foi o que menos desmatou.
A maioria do desmatamento que ocorreu no período foi em área privadas, de posse ou devolutas, seguido de áreas de assentamento rurais e unidades de conservação.
Cerca de metade do desmatamento detectado em Unidades de Conservação foi detectada no Parque Nacional do Mapinguari, foram mais de 25 quilômetros encontrados pelas imagens de satélite.
As queimadas indicam ocupação humana, já que o fogo é usado para limpar áreas de agricultura e pecuária. No período do estudo, foram mais de 3.100 focos de queimadas na região, concentradas nos meses de agosto a outubro.
O estudo mostra que 51% das queimadas ocorreram em áreas privadas, de posse ou terras devolutas, já nos assentamentos foram 34% e nas Unidades de Conservação foram detectados 10% de todos os focos de queimadas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Amazônia, menor índice de desmatamento.


Na semana passada, houve um anúncio do Ministério do Meio Ambiente que o índice de desmatamento na região amazônica atingiu o menor de todos os tempos, desde que passou a ser monitorado, entre os meses de outubro e novembro/09.
Pelos dados oficiais, há mais de um ano e meio que os índices de desmatamento vem caindo, confirmando um tendência que teve seu pico em novembro/09, dados esses confirmados pelo INPE_Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
O desafio atual é a consolidação dos Projeto Arco Verde, Fundo da Amazônia e o Fundo Nacional sobre Mudanças Climáticas, que serão as ferramentas que vão ajudar o meio ambiente, promovendo a “interação sustentável” .

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Desmatamento na Amazônia recua


Em setembro de 2009, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) registrou 216 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. Isso representa uma queda de 33% em relação a setembro de 2008 quando o desmatamento somou 321 quilômetros quadrados.

Houve queda também em relação a agosto de 2009, quando o SAD registrou 273 quilômetros quadrados de áreas desmatadas. O desmatamento acumulado de agosto a setembro de 2009 (dois primeiros meses do calendário atual de desmatamento) totalizou 489 quilômetros quadrados. Isso representa um aumento de 16% em relação ao desmatamento ocorrido no mesmo período do ano anterior, o qual somou 423 quilômetros quadrados.

Em setembro de 2009, o desmatamento ocorreu em maior proporção nos Estados do Pará (29%), Rondônia (23%) e Amazonas (22%) e, menor proporção, em Mato Grosso (14%) Acre (8%), Roraima (3%) e Amapá (1%).

Considerando agosto e setembro de 2009, a degradação florestal somou 202 quilômetros quadrados na Amazônia Legal, o que equivale a uma média mensal de 101 quilômetros. Do total de florestas degradadas no período, 42% ocorreram em Mato Grosso, 26% no Pará, 14% em Rondônia, 9% no Acre e 7% no Amazonas. Os outros estados contribuíram somente com 2% do total.

Em setembro de 2009 foi possível monitorar com o SAD a quase totalidade (96%) da Amazônia Legal (exceto Maranhão que não foi objeto de análise), pois somente 4% do território estavam cobertos por nuvens. Além disso, do desmatamento total detectado em setembro de 2009, somente 7% (14 quilômetros quadrados) podem ter ocorrido nos meses anteriores devido estarem situados em áreas cobertas por nuvens.
Fonte: SAD

domingo, 1 de novembro de 2009

A Amazônia e as Mudanças Climáticas

Desde a Rio-92 o Brasil mostrou que buscava uma posição de destaque no cenário mundial quando se tratava das questões ambientais.
Na ocasião, propôs o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo_MDL que em pouco tempo todos perceberam a importância dessa ferramenta.
Agora o Brasil tem uma nova chance de definir os rumos das ações e assumir uma posição de protagonista na questão ligada a redução das emissões globais dos Gases de Efeito Estufa_GEE
Acontece em Copenhague agora em dezembro/09, a COP-15 (Conferencia Das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), onde compromissos serão assumidos pelas nações para a redução das emissões de GEE, e também acordos de cooperação para a estabilidade climática.
Para nós, da Amazônia, nos interessa que sejam definidos e implementados políticas de apoio aos povos da floresta, na proteção do meio ambiente, na conservação dos recursos florestais, reduzindo as emissões por desmatamento e degradação, através do mecanismo conhecido como REDD.