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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Compromissos do Brasil, Estados Unidos, China e Índia na COP-15


A cúpula sobre mudança climática em Copenhague acontecerá entre os dias 7 e 18 de dezembro e lá estarão os representantes dos principais países emissores dos GEE_Gases de Efeito Estufa, dentre esses países, os Estados Unidos, a China, a Índia e o Brasil serão os protagonistas da conferência, veja a seguir como deve ser a proposta de cada um deles.

Os Estados Unidos:
Os EUA vão prometer cortar suas emissões de gases-estufa em 17 por cento até 2020, em comparação com os níveis de 2005, afirmaram autoridades da Casa Branca -- e fazer os ajustes depois que a lei norte-americana for concluída.
Isso corresponde a um corte de três por cento nas emissões norte-americanas em comparação com os níveis de 1990 - muito menos ambicioso do que o proposto por outros países desenvolvidos, incluindo o bloco de 27 nações da União Europeia, que prometeu uma redução de 20 por cento com relação a 1990.
Os EUA também vão se comprometer com um corte de 18 por cento até 2025 e de 32 por cento até 2030 em comparação com os níveis de 1990, afirmaram as autoridades.

A China
A China, maior emissor de gases de efeito estufa, anunciou na semana passada uma meta de cortar a quantia de dióxido de carbono produzida para cada yuan da renda nacional entre 40 e 45% até 2020 - em relação aos níveis de 2005.

A Índia
Em Nova Delhi, a Índia, outro importante país ainda acena com metas, o governo indiano se declarou disposto a assinar um "objetivo global ambicioso" para a redução de emissões de gases do efeito estufa neste sábado (28). Entretanto, o país condicionou esse passo a um "paradigma que divida a carga" entre os diferentes países, não definindo nenhum corte preciso de suas emissões, mas a imprensa indiana afirma que o país prevê reduções de entre 20% e 25%.

O Brasil
O Senado do Brasil aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de lei (PLC 283/09) que cria a Política Nacional sobre Mudança do Clima. O projeto fixa em lei o compromisso do Brasil de reduzir, até 2020, suas emissões de gases de efeito estufa dentro do limite que vai de 36,1% a 38,9%, com base nas taxas do relatório de emissão até 2005.

A poucos dias do início da Conferencia do Clima em Copenhague, especialistas dizem ser improvável um “acordo vinculante”, mas acreditam num pacto político.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Mundo a caminho de ficar 6º mais quente

Novos dados sobre as emissões mundiais de CO2 (dióxido de carbono, principal gás causador do efeito estufa) indicam que o planeta está a caminho de esquentar 6 graus Celsius neste século, se não houver um esforço concentrado para diminuir a queima de combustíveis fósseis.

"Existe um abismo claro entre o caminho que estamos seguindo e o que é necessário para limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius [nível considerado relativamente seguro por especialistas]", diz Corinne Le Quéré, pesquisadora da Universidade de East Anglia (Reino Unido) e coautora do novo estudo na revista científica "Nature Geoscience".

Na atual década, a principal responsável por puxar para cima as emissões é a China, com seu crescimento industrial alimentado pelo carvão mineral. Hoje, o país é o maior emissor do planeta.

No entanto, os EUA ainda respondem pelas maiores emissões per capita: 18 toneladas, contra 5,2 toneladas dos chineses (a média mundial é de 4,8 toneladas).

Desde 1982, a humanidade produziu 715,3 trilhões de toneladas de gás carbônico, quantidade que equivale ao total de dióxido de carbono emitido por todas as civilizações que existiram no mundo antes disso.

Fonte: Folha e agências internacionais

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Brasil e as metas de redução das emissões de CO2.



Nesta semana, numa reunião em Brasília, o Governo Brasileiro e o Itamarati recuaram em apresentar um meta brasileira para a redução das emissões de CO2 antes que aconteça a COP-15 (15ª. Conferencia do Clima das Nações Unidas) que se realizara em Copenhague e começa no próximo dia 07/dez/09.


A posição do governo brasileiro é que anunciará números ou metas de redução somente após um acerto internacional de metas únicas para a redução das emissões dos gases de efeito estufa, de captura de carbono da atmosfera e de desaquecimento global.


Pessoas influentes no governo, como os ministros Celso Amorim e Dilma Rousseff fazem parte do grupo palaciano que acham que o Brasil não deve ter metas, por não fazer parte do anexo-1 do Protocolo de Kioto, onde são descritos os países industrializados mais antigos.


O Governo Brasileiro quer condicionar o corte nas emissões brasileiras a um acordo internacional de meta única, pois entende que, no momento, basta ratificar o compromisso assumido de reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia.


O mundo inteiro olha para o Brasil, especialmente os países desenvolvidos, já que não esperam grandes ações da China e da Índia, neste sentido, o Brasil só teria a ganhar assumindo metas e números ousados e se credenciando a financiamentos internacionais para executar essas metas, nas áreas da Agricultura, indústria, Ciência e Tecnologia.

Neste sentido, meta ousada seria o governo adotar o que proclama o Ministério do Meio Ambiente, que defende uma redução de emissões de CO2 em torno de 40%.


Agindo dessa forma, o governo brasileiro se esconde e foge do seu protagonismo sobre o tema, essa COP-15 está sendo preparada para o Brasil ser a bola da vez, basta que assuma o papel que o mundo dele espera que é a liderança mundial na questão ambiental.


Por outro lado, a União Europeia, de forma unilateral, já assumiu uma proposta com objetivo de reduzir em 20% suas emissões de CO2 até 2020 podendo chegar ate 30% dependendo dos acordos.


Mas ainda é possível que ocorram mudanças na posição do Brasil já que o Itamaraty promove na próxima segunda (09/11) uma reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, é mais um evento preparatório para a COP-15.