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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Salvador, a capital mais suja do Brasil


Uma reportagem exibida domingo (17/01) no programa Fantástico da Rede Globo elegeu a capital brasileira mais suja.
O teste consistiu em uma solicitação as companhias municipais de limpeza pública pararem de varrer as ruas pesquisadas em um determinado trecho de um quilometro, durante o horário comercial de um dia, e ao final do dia, a limpeza pública voltou à rua pesquisada para recolher o lixo encontrado no chão e pesar o tamanho da sujeira decorrente somente da “falta de educação”.
O resultado encontrado foi o seguinte:
1º. Lugar: Salvador = 1.200 quilos (CAMPEÃ DA SUJEIRA)
2º. Lugar: Fortaleza = Mais de 1.000 quilos
3º. Lugar: Belém = 710 quilos
4º. Lugar: Rio de Janeiro = 680 quilos
5º. Lugar: São Paulo = 540 quilos
6º. Lugar: Goiânia = 230 quilos
7º. Lugar: Curitiba = 33 quilos (CAMPEÃ DA LIMPEZA)
Desculpas das mais diversas ordens foram ouvidas, como a vandalização das lixeiras, falta de lixeiras adequadas, falta de educação pura e simples.
Porém nem tudo está perdido, em São Paulo, o proprietário de uma banca de revista colabora voluntariamente varrendo o entorno e disponibilizando lixeira. Em Curitiba, mesmo sendo a capital brasileira campeã da limpeza, ainda tem gente que reclama, um cidadão ouvido pela reportagem achou que a rua pesquisada estava uma sujeira, mesmo com tão pouco lixo encontrado pela pesquisa.
É bem verdade que é possível observar boas ações, de pessoas que descartam o lixo corretamente nas lixeiras ou guarda e leva para descartar em casa mesmo.
E aqui na nossa cidade de Manaus, como sairíamos nessa pesquisa? . Acredito que ainda temos um longo caminho a percorrer, basta caminhar, por exemplo, na Rua Marechal Deodoro, Eduardo Ribeiro ou Guilherme Moreira, para ficar apenas no centro, a situação piora muito nos bairros, ao redor das feiras municipais, ao redor das lojas de bairros.
Um exemplo de mudança foi o feito por Pequim que foi a sede da última olimpíada em 2008, a prefeitura da cidade começou em 2002 uma ampla campanha para mudança de hábitos, de cunho educativo, para acabar com chicletes jogados na rua e cuspir no chão.
Para uma cidade, como Manaus, que será uma das subsedes da Copa do Mundo de Futebol da FIFA em 2014, a hora é agora de um amplo projeto de educação ambiental urbana, vindo ao sentido bairro-centro, levando educação, informação e, por que não, geração de renda, com o aproveitamento dos resíduos passíveis de reciclagem.