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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

4a.Conferência das Cidades / Preparatória


Aconteceu ontem (19) em Manaus, na Sala de Reuniões da UEA mais uma reunião preparatória para a 4ª. Conferência Estadual das Cidades, que foca cidades para todos e todas, com gestão democrática, participativa e controle social.
Observei a presença maciça dos representantes dos movimentos sociais, organizações do terceiro setor e iniciativa privada, em contraste, ausência quase completa dos representantes do poder público municipal, tinha apenas um vereador de Manaus.
Durante a reunião, a Comissão Preparatória coordenada pela professora Iraildes Torres, da UFAM e por Joaquim Frazão da Secretaria Estadual de Articulação de Políticas Públicas aos Movimentos Sociais_SEARP, foi confirmada a realização das etapas municipais em Rio Preto da Eva, Parintins, Tabatinga, Tefé, Coari e Barcelos.
Iraildes destacou que, a realização das etapas municipais em cidades com mais de 20 mil habitantes é importante e necessária para habilitar os municípios a firmarem convênios e receberem verbas do Ministério das Cidades.
Na conferência,o debate estará estruturado a partir de quatro eixos temáticos:
1) Criação e implementação de Conselhos das Cidades, planos, fundos e seus conselhos gestores nos níveis federal, estadual, municipal e no distrito federal.
2) Aplicação do Estatuto da Cidade e dos planos diretores e a efetivação da função social da propriedade do solo urbano.
3) A integração da política urbana no território: política fundiária, mobilidade e acessibilidade urbana, habitação, saneamento; e
4) Relação entre os programas governamentais – como o PAC e Minha Casa, Minha vida – e a política de desenvolvimento urbano.
As reuniões preparatórias são necessárias para que a sociedade seja ouvida, seja representada e que possa eleger delegados na 4ª. Conferência Estadual do Amazonas, que deve ocorrer nos dias 17 e 18 de março de 2010, onde serão debatidos os avanços, dificuldades e desafios na implementação da política de desenvolvimento urbano.
Os diversos segmentos da sociedade como Poder Público, Movimentos Populares, Entidades Sindicais dos trabalhadores, Empresários, Entidades profissionais, acadêmicas e de pesquisas, Organizações Não Governamentais
Você cidadão amazonense, verifique se você está bem representado.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Salvador, a capital mais suja do Brasil


Uma reportagem exibida domingo (17/01) no programa Fantástico da Rede Globo elegeu a capital brasileira mais suja.
O teste consistiu em uma solicitação as companhias municipais de limpeza pública pararem de varrer as ruas pesquisadas em um determinado trecho de um quilometro, durante o horário comercial de um dia, e ao final do dia, a limpeza pública voltou à rua pesquisada para recolher o lixo encontrado no chão e pesar o tamanho da sujeira decorrente somente da “falta de educação”.
O resultado encontrado foi o seguinte:
1º. Lugar: Salvador = 1.200 quilos (CAMPEÃ DA SUJEIRA)
2º. Lugar: Fortaleza = Mais de 1.000 quilos
3º. Lugar: Belém = 710 quilos
4º. Lugar: Rio de Janeiro = 680 quilos
5º. Lugar: São Paulo = 540 quilos
6º. Lugar: Goiânia = 230 quilos
7º. Lugar: Curitiba = 33 quilos (CAMPEÃ DA LIMPEZA)
Desculpas das mais diversas ordens foram ouvidas, como a vandalização das lixeiras, falta de lixeiras adequadas, falta de educação pura e simples.
Porém nem tudo está perdido, em São Paulo, o proprietário de uma banca de revista colabora voluntariamente varrendo o entorno e disponibilizando lixeira. Em Curitiba, mesmo sendo a capital brasileira campeã da limpeza, ainda tem gente que reclama, um cidadão ouvido pela reportagem achou que a rua pesquisada estava uma sujeira, mesmo com tão pouco lixo encontrado pela pesquisa.
É bem verdade que é possível observar boas ações, de pessoas que descartam o lixo corretamente nas lixeiras ou guarda e leva para descartar em casa mesmo.
E aqui na nossa cidade de Manaus, como sairíamos nessa pesquisa? . Acredito que ainda temos um longo caminho a percorrer, basta caminhar, por exemplo, na Rua Marechal Deodoro, Eduardo Ribeiro ou Guilherme Moreira, para ficar apenas no centro, a situação piora muito nos bairros, ao redor das feiras municipais, ao redor das lojas de bairros.
Um exemplo de mudança foi o feito por Pequim que foi a sede da última olimpíada em 2008, a prefeitura da cidade começou em 2002 uma ampla campanha para mudança de hábitos, de cunho educativo, para acabar com chicletes jogados na rua e cuspir no chão.
Para uma cidade, como Manaus, que será uma das subsedes da Copa do Mundo de Futebol da FIFA em 2014, a hora é agora de um amplo projeto de educação ambiental urbana, vindo ao sentido bairro-centro, levando educação, informação e, por que não, geração de renda, com o aproveitamento dos resíduos passíveis de reciclagem.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Dificuldades na Coleta de Lixo em Manaus.


A Semulsp informa que Manaus gera cerca de 4,5 mil toneladas de lixo diariamente, desse total, 3 mil toneladas são recolhidas e depositadas no aterro sanitário, nessa operação, estima gastar cerca de 150 milhões em 2010.
Manaus carece de uma estrutura operacional de coleta de lixo mais efetiva, incluir a coleta em pontos de difícil acesso, como as margens dos rip-raps, das estâncias, vilas e becos, além, claro, daquelas áreas onde existem moradias irregulares ao redor dos corpos d’água e dos barrancos.
Porque é necessário alcançar essa população? – Por que sem a coleta adequada, essa população sem alternativa, fatalmente, vai despejar todo seu lixo diretamente nos rios e igarapés.
O resultado disso, todos já conhecem, são inundações e contaminação dos corpos d’água, além da disseminação de doenças.
Campanhas intensivas de educação ambiental para essas pessoas que vivem nessas áreas de risco junto às escolas, que envolvam não só as crianças, mas a família toda, podendo vir a gerar bons resultados no futuro.
Aliado a isso, o poder público precisa apresentar a sociedade alternativas mais consistentes que visem contemplar essa população que vive nessas áreas de risco, com uma coleta diferenciada, invés de caminhões gigantescos, que tal caminhões menores que possam entrar e sair da ruelas e vielas coletando o lixo doméstico,
Ações como essas, antes de ser ambientalmente correta, é uma questão de saúde pública que certamente ajudarão a reduzir a proliferação de doenças e ao mesmo tempo a contaminação dos rios e igarapés.