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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Manaus e o Censo 2010.



O IBGE_Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou semana passada os dados apurados através do Censo 2010.
Em 2000, o Brasil tinha 169.799.170 de habitantes e agora, em 2010, já somos 190.732.694 habitantes. Esses números mostram um aumento de 12,33% na população brasileira em 10 anos. Uma dado curioso chamou atenção, os resultados mostram que para cada 100 mulheres existem 96 homens, mostrando um predominio de genero feminino no Brasil de hoje.
Em 2000, a Região Norte tinha 12.900.704 habitantes e agora, em 2010, já somos 15.865.678 habitantes. Esses números representam um aumento de 22,98% na população da região.
No Amazonas, em 2000 eramos 2.812.557 habitantes e agora, em 2010, já somos 3.480.937 habitantes no Estado, que mostra um aumento de 23,76% na população amazonense. Enquanto isso, o Amapá saiu de 477.032 habitantes para 668.689 habitantes, um aumento de incríveis 40,18% na sua população. Por outro lado, Rondônia foi o estado da região que apresentou o menor crescimento, saindo de 1.379.787 para 1.560.50, um acréscimo de apenas 13,10% em sua população nos últimos 10 anos.

AS MAIORES CIDADES DO ESTADO
CIDADES HABITANTES
1 Manaus 1.802.525
2 Parintins 102.066
3 Itacoatiara 86.840
4 Manacapuru 85.144
5 Coari 75.909
6 Tefe 61.399
7 Tabatinga 52.279
8 Maues 51.847
9 Manicore 47.011
10 Humaita 44.116


AS MENORES CIDADES DO ESTADO
CIDADES HABITANTES
1 Japura 7.289
2 Itamarati 8.040
3 Itapiranga 8.200
4 Silves 8.445
5 Amatura 9.657
6 Alvaraes 10.080
7 Anama 10.193
8 S.Seb.Uatuma 10.668
9 Jurua 10.822
10 Uarini 11.906

Enquanto isso, a Cidade de Manaus agora é a sétima cidade mais populosa do Brasil saindo de 1.405.895 em 2000 para 1.802.525 habitantes em 2010.
Esse “inchaço” populacional na cidade-estado de Manaus demanda cada vez serviços públicos essenciais, para os quais, a priori, o poder público demonstra não está preparado, vide os exemplos da água e do transporte coletivo. Estes números merecem um reflexão acerca do planejamento da capital do Amazonas.

Existe uma política habitacional (municipal ou estadual) que garanta acesso a moradia popular para uma parcela significativa da população?

O estado ou municipio investiram em infraestrutura para garantir prestar um bom serviço nas áreas de saúde, segurança e educação?

O municipio está preparado para atender a demanda gerada pela população no quesito mobilidade urbana, como sistema de transporte coletivo?

O Estado ou Município tem uma política ambiental que assegure a proteção dos mananciais e evite a degradação ambiental causada pela pressão, por aqueles que procuram terra para moradia?

Manaus não para de bater recordes, indo desde o consumo de energia até a venda e emplacamento de carros.

Em relação ao trânsito, nota-se que a cidade falha no planejamento viário do trafego de veículos, com engarrafamentos cada vez mais longos e menos vias para desafogar, carências que vão, da falta fiscalização a fraca sinalização.

A Cidade de Manaus é um organismo vivo que, dá sinais de ter chegado ao seu limite, urge providencias dos poderes constituídos para implementar ações de mitigação para essa imensa pressão que a cidade tem recebido.

Penso que o Estado e Municipio deveriam se debruçar nesses números do IBGE e traçar estratégias para suportar esse aumento populacional de forma adequada.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Perfil dos Municípios Brasileiros

O IBGE_Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística publicou nessa quinta-feira (13), o resultado da "Pesquisa de Informações Básicas Municipais", dez anos depois da primeira edição.
As prefeituras de 5.565 municípios brasileiros responderam os questionários que originaram o estudo que foi publicado hoje.
Foram pesquisadas informações sobre Administração, Habitação, Esporte, Cultura, Segurança, Transporte, Meio Ambiente, alem de Direitos Humanos, Saúde e Políticas de Gênero que entraram pela primeira vez na pesquisa.
Abaixo, os dados levantados pela pesquisa dos componentes ambientais .
Em um ano, municípios com estrutura ambiental passam de 77,8% para 84,5%

Em 2009, 84,5% dos municípios tinham algum órgão para tratar do meio ambiente. Em 2008, o percentual era de 77,8%. Houve aumento generalizado, e os maiores percentuais estavam entre os municípios mais populosos. Entre os municípios com estrutura ambiental, predominava a secretaria municipal conjunta com outras (52,5%). Vinham, em seguida, aqueles com secretaria municipal exclusiva (23,9%) e os subordinados a outra (16,0%).

Mesmo não sendo a região mais desenvolvida do país, o Norte tem o maior percentual de municípios com estrutura administrativa para o Meio Ambiente (92,2%).
A maior parte dos gestores de meio ambiente estava na meia idade: 47,1% tinham de 41 a 60 anos; e 37,6%, de 26 a 40 anos. A participação feminina era pequena, 16,6% contra 83,4% de homens, e maior entre as mais jovens (quase 90% tinham entre 18 e 40 anos de idade). Esses gestores tinham escolaridade elevada: 35,0% tinham nível superior completo e 14,2%, pós-graduação, somando quase 50% com grau universitário, proporção que crescia nos municípios mais populosos e chegava a 90% nos com mais de 500 mil habitantes.


Pela 1ª vez mais de metade dos municípios têm Conselho de Meio Ambiente
Em 2009, 3.135 municípios brasileiros (56,3%) tinham Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA). Foi a primeira vez em que mais da metade dos municípios declararam a existência de conselho. Esse órgão estava presente em todos os municípios com mais de 500 mil habitantes. Entretanto, ainda era baixa a presença de CMMA comparativamente a outros tipos de conselhos, como os de Assistência Social (99,3% dos municípios), Saúde (97,3%), Direitos da Criança e do Adolescente (91,4%) e Educação (79,1%).


Agenda 21 está em elaboração em 19,9% dos municípios
Em 2009, 19,9% dos municípios tinham iniciado o processo de elaboração da Agenda 211, percentual menor do que o de 2002 (29,7%). Ela estava sendo criada sobretudo nos municípios maiores (60,0% entre aqueles com mais de 500 mil habitantes) e de 100 mil a 500 mil habitantes (49,4%).
1 A Agenda 21 local é um processo participativo e multissetorial de elaboração de um programa estratégico de ação dirigido ao desenvolvimento sustentável local, por meio de políticas públicas.
A Agenda 21 era mais frequente na região Norte (27,4%), seguida por Nordeste (25,8%), Sudeste (18,5%), Centro-Oeste (13,7%) e Sul (12,4%). Em relação a 2002 houve uma queda expressiva no percentual da região Nordeste (de 63,8% para 25,8%), mas nas demais regiões, cresceu a participação de municípios elaborando a Agenda 21.
Em 2009, 46,8% dos municípios tinham algum tipo de legislação ambiental, contra 42,5% em 2002.


Cresce a participação dos municípios em comitês de bacia
Em 2002 47% dos municípios participavam de Comitê de Bacia Hidrográfica, percentual que foi de 50,9%, em 2004 para 61,1%, em 2009. Os municípios mais populosos continuam com maior participação (82% na faixa entre 100 mil a 500 mil e 90% na de mais de 500 mil habitantes). Entre aqueles com até 5.000 e com até 20.000 habitantes, mais da metade participou de algum comitê de bacia em 2009.

Fonte: IBGE