sábado, 27 de setembro de 2014

Marina Silva escreve aos amazonenses sobre a BR-319




Há três dias, sofro um intenso ataque da mídia amazonense, que veicula inverdades sobre posições minhas, truncando e deturpando informações, com o único intuito de denegrir minha imagem e prejudicar minha candidatura à Presidência da República, ao lado de Beto Albuquerque, meu vice na chapa da Coligação Unidos pelo Brasil – o que denota o desespero de nossos adversários e seus vocalizadores. Em respeito aos cidadãos do Amazonas e no intuito de resgatar a verdade dos fatos, é que decidi escrever esta carta.

O ponto central dos ataques é a afirmação errônea de que sou contra o projeto da BR 319. Isso não é verdade. O que afirmei, quando aí estive recentemente, e hoje reitero, é que o projeto precisa comprovar sua viabilidade econômica, social e ambiental.

Os estudos devem demonstrar que essa é a melhor alternativa de transporte entre Porto Velho e Manaus e apresentar medidas concretas que serão adotadas a fim de se evitar prejuízos sociais e ambientais associados ao desmatamento a à ocupação desordenada no entorno da rodovia.

O que os amazonenses precisam se perguntar é a razão de a BR até hoje não ter sido concretizada, se sua recuperação foi anunciada pelo governo federal em 2005 e suas obras pretendidamente iniciadas no final de 2008? Seis anos e quatro meses após a minha saída do Ministério do Meio Ambiente, o processo de licenciamento da BR 319 encontra-se paralisado, porque ainda perduram inconsistências no estudo.

Faltou empenho das autoridades competentes nas esferas federal e estadual para a condução a contento desse projeto. Dirigente público comprometido com o interesse da sociedade e responsável pelo dinheiro do contribuinte age com retidão.

No período em que fui ministra do governo Lula, entre janeiro de 2003 e maio de 2008, a Pasta do Meio Ambiente emitiu licenças complexas e polêmicas, como o asfaltamento da BR 163, que liga Cuiabá a Santarém, das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, e da própria obra de Transposição do Rio São Francisco.

Ainda no Ministério, uma de nossas maiores conquistas foi o Plano de Ação para Prevenção e o Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, que contou com o esforço integrado de 13 ministérios. Graças ao projeto, o ritmo de desmatamento da Amazônia caiu 57% em apenas três anos, passando de 27 mil km² para 11 mil km² ao ano. Em meu governo, pretendo retomar o Plano Amazônia Sustentável, que desenvolvi ainda no ministério, e que trazia cinco eixos estratégicos: programas de desenvolvimento sustentável, gestão ambiental e ordenamento territorial, inclusão social, infraestrutura e um novo padrão de financiamento para a região.

Não sou de afirmações fáceis.Mas defendo que o desenvolvimento não pode se dar centrado no crescimento a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, principalmente para os mais pobres, a partir da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.

Marina Silva

sábado, 30 de agosto de 2014

Programa de Governo Marina e Beto da coligação Unidos pelo Brasil

Resumo Executivo do Plano de Governo de Marina Silva e Beto Albuquerqe

Apresentamos este Programa de Governo num momento de grande dor, em que nossa coligação Unidos pelo Brasil, formada pelo PSB, Rede Sustentabilidade, PPS, PPL, PRP,PHS, E PSL perde seu líder e candidato a Presidente da República, Eduardo Campos, morto tragicamente em acidente aéreo junto com outros valorosos companheiros. Mal tivemos tempo de retornar do luto à luta, mas o fazemos em honra aos que partiram.

Apesar da tristeza, o velório e o sepultamento de Eduardo Campos, no dia 17 de agosto, em Recife, mostraram algo surpreendente, que contraria o senso comum formado na sociedade brasileira ultimamente, de que a população tem repulsa à política e aos políticos.

A despedida a Eduardo foi inequívoca e emocionante demonstração de amor e de respeito a um político. No sentimento dos pernambucanos, que se estendeu aos brasileiros de todos os estados e regiões, revelou-se o reconhecimento íntimo que o povo cultiva pelos que, ao representá-lo, sabem interpretar os seus sonhos e despertar suas esperanças.

Esse reconhecimento nos traz a responsabilidade redobrada de corresponder às expectativas da sociedade brasileira, não apenas do ponto de vista da prática política, mas também do conteúdo e da densidade de nossas propostas. Temos a missão de estabelecer uma inflexão conceitual e operacional nos rumos do Brasil: no modelo de desenvolvimento, na gestão do Estado e no funcionamento do sistema político.

Esse sentido de mudança e essa coerência entre palavras e atos, encontramos no líder que nos reuniu. Eduardo revelou-se em sua morte. Conhecendo-o, os brasileiros admiraram o quanto foi autêntico e competente em sua vida política e o quanto isso espelhava o homem íntegro, carinhoso, aberto e alegre, que gostava de gente e se realizava ao melhorar a vida das pessoas. Viram que o Eduardo candidato era o mesmo que, juntamente com Renata, criou uma família que enterneceu a todos com seu afeto, orgulho, despojamento e coragem.

Essa família deu um testemunho de que a política e a vida são a mesma coisa e ambas devem ser intensas e coerentes, o que foi muito bem sintetizado por seu filho Pedro, no pequeno vídeo em que ele e os irmãos homenagearam Eduardo no Dia dos Pais: “Ser seu filho é ser sempre um cidadão”. A espedida de Eduardo foi a afirmação da dignidade da política. Esta é a bandeira que partilhamos e que deve estar presente em todos os nossos atos, especialmente neste programa, que é a expressão maior da nossa aliança e que foi pessoalmente revisado por ele antes de sua partida.

Entendemos que está encerrado, no Brasil, um ciclo em que tivemos conquistas, mas em que os agentes políticos –da forma como se organizam e se relacionam entre si e com a população – já não respondem aos anseios da sociedade diante do Estado. Já não conseguem renovar a política nem melhorar os serviços públicos.
A cristalização de uma política destrutiva, polarizada e em bases patrimonialistas tirou a vitalidade de nosso desenvolvimento, fazendo-o girar em falso, pela ausência de reformas estruturais essenciais e pela falta de um investimento histórico e revolucionário na Educação, plataforma básica sem a qual todos os nossos castelos serão de areia.

O programa que agora apresentamos, ao constatar esse momento de estagnação, aponta para o início de um novo ciclo. Ainda é – e pretende continuar sendo, durante sua execução – uma construção aberta às novas contribuições e à participação da sociedade. Sua proposta central é uma mudança geral na qual se integrem ações estratégicas em muitas áreas e setores. Em cada uma delas e em seu conjunto, revela-se a trilha que nossa coligação percorre para chegar às melhores soluções, afinadas com os sonhos do povo brasileiro.

Nenhuma mudança acontecerá, contudo, sem uma ressignificação da política e uma nova sintonia da população com as virtudes democráticas. A crise de representação na qual o sistema político imergiu é um grave fator limitante do desenvolvimento com justiça e sustentabilidade, pois fragiliza e deturpa os canais de participação no processo de tomada de decisão, fazendo com que o interesse público se perca em meio a uma enxurrada de interesses particularistas que se imiscuem na esfera do Estado.

Nosso programa, em seu Eixo 1, propõe uma concepção de Estado pautada pela participação, gestão competente e governabilidade fundada na transparência. Partimos da necessidade de devolver à sociedade a confiança na democracia e, para tanto, o primeiro desafio é superar a crise de representação por meio de um novo modo de fazer política. Para isso, propomos uma reforma na maneira de conduzir a administração pública, conectando-a com as necessidades de um Estado que se destine a servir a sociedade, e não dela se servir.

O Eixo 2 trata da economia para o desenvolvimento sustentável, cuja pujança potencial é desperdiçada pela ausência de políticas à altura da disponibilidade de recursos naturais e da existência de uma sociedade criativa e empreendedora. Planejamento, visão estratégica e condução rigorosa da política econômica podem criar o ambiente necessário a um novo ciclo de desenvolvimento, em novas bases e com novos horizontes. Com esse objetivo, nosso programa apresenta uma série de propostas de reformas microeconômicas capazes de trazer produtividade a todos os setores da sociedade brasileira.

No Eixo 3, concebemos educação, cultura, ciência e tecnologia e inovação como um único corpo estratégico, indissociável da cidadania plena e fundamento do desenvolvimento sustentável. A ênfase na educação pública de qualidade vai permear todas as políticas públicas do futuro governo.

O Eixo 4 trata de um compromisso sem o qual nenhum programa de governo faria sentido, por mais bem sucedido que pudesse ser nos indicadores econômicos: o bem estar da população. As políticas sociais são o motor de uma visão de justiça e redução das desigualdades, pela garantia de acesso universal e digno a bens e serviços públicos relevantes, direito inalienável de cada cidadão. O compromisso com o fortalecimento do SUS, inclusive assumindo bandeiras da sociedade como o Saúde+10, está materializado em propostas que vão enfrentar o desafio de proporcionar ao povo brasileiro uma saúde de qualidade.

No Eixo 5 estão as propostas voltadas para um setor crítico e sensível da vida em nosso país: o meio urbano, onde estão 85% dos brasileiros. Aí está o painel mais doloroso de nossa exclusão social, da violência, de todas as assimetrias históricas do país e também da omissão do Estado, da falta de planejamento e do descaso com a qualidade de vida da população.

O Eixo 6, finalmente, trata do direito à cidadania plena, garantida pela Constituição a todos os brasileiros, porém, negada na prática, sobretudo a grupos e indivíduos mais vulneráveis e aqueles submetidos a injustiças históricas. É preciso aproximar cada vez mais o ideal constitucional do dia a dia do povo, até porque é do exercício ativo da cidadania, por todos, que advêm o aperfeiçoamento democrático e o funcionamento das instituições para o bem comum. Nesse eixo, nosso programa apresenta um conjunto de políticas públicas que vão reduzir as discriminações e estimular uma maior tolerância diante da pluralidade do povo brasileiro.

Este é nosso esforço, este é nosso caminho. Queremos compartilhá-lo com a sociedade brasileira e expressamos este desejo com sinceridade e emoção. Tivemos a ousadia de sair do roteiro da política tradicional para recriar, com novos elementos e novos métodos, a luta pela justiça social e pelo desenvolvimento com sustentabilidade como um de nossos principais objetivos.

Tivemos o atrevimento de propor, num país marcado pela política patrimonialista e destrutiva, uma prática de reconhecimento às realizações de outras forças políticas. Estamos apresentando um roteiro para a superação de uma velha polarização que já não dá conta dos novos anseios da população. Ao convocar o nosso povo a percorrer um novo caminho, vamos unir o país com o olhar para o futuro. Vamos juntar todas as forças políticas que tenham o desejo e a coragem de mudar o Brasil e fazer as reformas estruturais há tanto adiadas. Vamos inaugurar uma nova era de gestão competente e transparente do Estado e da economia, guiados pela missão de servir.

Nosso programa procura expressar esses propósitos. Ele é também uma homenagem a Eduardo Campos, que tanto se empenhou para que estivéssemos juntos nesta aliança e compreendeu profundamente que isso só seria possível por meio de propostas verdadeiras para o Brasil, não de uma conjunção de interesses meramente eleitorais. Sem Eduardo, temos hoje o que sempre nos uniu: a consciência clara de onde queremos chegar juntos e a articulação política feita por ele para dar sustentação ao nosso programa comum.

O programa é, em si mesmo, o pacto selado, o acordo maior que une PSB, Rede Sustentabilidade, PPS, PPL, PRP, PHS, e PSL e que há de unir todo o Brasil. Para ele, trouxemos o acúmulo de nossa experiência passada, de nossas diretrizes, de nossos projetos partidários, de nossos compromissos com o povo brasileiro, tudo submetido ao crivo da competência técnica, da inovação metodológica e política e da busca do que de melhor se pensa e se faz no mundo em termos de avanços democráticos.

Somos, agora, os principais responsáveis por ampliar e fazer ecoar na História a exortação de Eduardo Campos:
“NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL!

Para ter acesso ao programa completo, acesse http://marinasilva.org.br/programa

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Coragem para mudar



As eleições de 2014 estão se aproximando a qual exigirá dos eleitores uma ampla apreciação de planos e propostas de candidatos ao governo, nesse sentido, existem várias alternativas para todos os gostos e bolsos, seja para a Federação como para os Estados.

Todavia, gostaria de chamar sua atenção para as propostas apresentadas pela #Rede Sustentabilidade em parceria com o PSB, a qual apresenta um ideal propositivo para a sociedade, pensando em operacionalizar uma transformação radical na forma de gerenciar o Brasil, em busca de um Brasil mais justo, mais fraterno e mais sustentável.

Mirando um novo Brasil, pensado com a sociedade, essa aliança estabeleceu cinco eixos temáticos dos principais desafios que o Brasil precisa enfrentar.

1) Estado e Democracia de Alta Intensidade;
Reformar o Estado mobilizando o que tem de melhor na sociedade, pautados em valores como a liberdade, a busca pelo bem-comum criando as condições adequadas para um desenvolvimento mais justo e sustentável.

2) Economia para o desenvolvimento sustentável;
Através da tecnologia e inovação buscar a transição para a economia de baixo carbono, dando ênfase em energia renovável, reduzir as desigualdades sociais.

3) Educação, Cultura e Inovação;
Tratar a escola como local estratégico para o enfrentamento das desigualdades e melhoria na qualidade de vida, estimulando e valorizando os professores, educação integral para todos vinculada a vida e diversidade da cultura local.

4) Políticas Sociais e Qualidade de Vida;
- Combater as desigualdades, melhorar a distribuição de renda e riquezas, ampliação da felicidade da nação, melhorar a qualidade de vida e bem estar da população. Criar politicas públicas de enfrentamento da pobreza e da exclusão social.

5) Novo Urbanismo e Pacto pela Vida
- Ampla e profunda reforma urbana melhorando a qualidade de vida nas cidades, investir em mobilidade, pacto pela vida entre sociedade e polícias, oferecendo segurança aos cidadãos, integrando cultura, esporte e lazer.

Há um sentimento vivo na sociedade que existe no Brasil, milhares de pessoas dispostas a se integrar ao movimento por uma nova politica. São pessoas que aspiram deixar para futuras gerações um caminho bem formado para um Brasil estável, próspero e ambientalmente responsável, livre e justo, seguro e pacífico, solidários com seus cidadãos e capaz de lhes garantir os direitos fundamentais.

Para saber mais sobre a #Rede Sustentabilidade, acesse o link:
http://redesustentabilidade.org.br

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Economia de baixo carbono pode ser fonte de lucro, dizem especialistas



A economia de baixo carbono voltou à pauta da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC), que discutiu nesta terça-feira (10), em audiência pública, a alocação de recursos e a política de investimentos em iniciativas sustentáveis com representantes de instituições financeiras e do Ministério da Fazenda. Um negócio que pode trazer lucros e garantir a preservação do planeta.

Nesse sentido, os bancos já adotam uma política de responsabilidade ambiental para financiar projetos de energia renovável, restauração florestal, recuperação de áreas degradadas, transporte, saneamento ambiental, tratamento de resíduos sólidos, entre outros.

O desenvolvimento dessas tecnologias contribui para a redução de gases do efeito estufa, especialmente o dióxido de carbono (CO2), e as alterações no clima da Terra.

Financiamento

Segundo Gabriel Visconti, superintendente de Meio Ambiente do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), existe um volume grande de empresas do setor privado interessadas em investimentos de impacto sustentável.

- Projetos que, por outro lado, dotam essas empresas de uma maior eficiência no uso dos seus recursos com redução de custos ou no aumento da lucratividade - disse.

Financiado pelo BNDES e vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, um exemplo é o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima) que investiu R$ 174 milhões em 180 projetos ao longo de três anos para iniciativas de adaptação das populações vulneráveis à mudança do clima e de mitigação e compensação de emissões de carbono.

Por sua vez, o chefe de Responsabilidade Socioambiental do Banco Central, Rodrigo Porto, explicou que os seus funcionários estão sendo capacitados para avaliar a eficiência, as oportunidades e os riscos desse tipo de negócio para o sistema financeiro.

- Com senso crítico para avaliar se as ações e se a política são consistentes com a natureza, com os riscos e com a estrutura da instituição - disse.

Pós-2020

Para Aloísio Lopes Pereira, coordenador da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, as empresas privadas devem ser menos dependentes de políticas de incentivos, tais como subsídios, para adotar medidas de mitigação das emissões de carbono.

Por outro lado, Aloísio Lopes lembrou que o Brasil, com a redução do desmatamento e o uso crescente de energias renováveis, está próximo de alcançar o compromisso assinado no Protocolo de Quioto, para a redução de emissão de gases que causam o efeito estufa.

- Nosso olhar aqui é muito mais para uma agenda de instrumentos para uma política pós-2020, quando o perfil de emissões do Brasil será oriundo do uso da energia, quer seja nos transportes ou em atividades industriais e agropecuárias - explicou.

Mercado de carbono

O representante do Ministério da Fazenda mencionou ainda exemplos de países desenvolvidos compradores de créditos de carbono, em tonelada de CO2 (principalmente Japão e membros da Comunidade Europeia), e os que já estabeleceram um sistema de tributação de emissão, caso do México e do Chile.

O presidente da comissão, deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), sugere para os países que consigam alcançar as metas de 2020 a criação de uma espécie de "moeda do clima" para avançar na direção de uma possível captura futura de recursos do sistema financeiro internacional.

- Moeda essa que serviria para adquirir produtos, serviços e tecnologias devidamente certificadas que levem a uma subsequente redução de emissões, assim engendrando um círculo virtuoso - argumentou.



Com Agência Senado


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pacto Global da ONU promove consulta online sobre Objetivos do Desenvolvimento Sustentável



Com o fim do prazo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) em 2014, os países reunidos na Conferência Rio+20 concordaram com a necessidade de estabelecer novas metas de desenvolvimento humano – que serão traduzidas por meio dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ou “ODS”.

A contribuição do setor privado para a definição dos ODS está sendo liderada pelo Pacto Global das Nações Unidas. Em todo o mundo, representantes de empresas de diversos portes são convidados a contribuir com as prioridades e os mecanismos de implementação dessas metas, que deverão ter um prazo de 15 anos para ser cumpridas.

Em 2013, o Pacto Global realizou uma pesquisa com mais de 1.700 organizações, em cerca de cem países, para definir os principais focos para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. O Brasil participou com 99 empresas. Dez temas foram apontados (saiba quais são clicando aqui).

O seguimento a este processo será uma consulta online, promovida pelo Pacto Global em parceria com a Organização das Nações para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI). Desta vez, a meta é definir os meios práticos para efetivar esses objetivos.

O questionário online irá reunir opiniões sobre os seguintes temas: Desenvolvimento de políticas públicas que promovam a sustentabilidade corporativa; Promoção de parcerias; Incentivo a práticas financeiras sustentáveis; Posicionamento das pequenas e médias empresas; e Construção da confiança pelo avanço da transparência e da prestação de contas.

Podem participar empresas signatárias e não signatárias do Pacto Global. Segue link aqui para acessar o site da pesquisa [em inglês] http://unglobalcompact.co1.qualtrics.com/SE/?SID=SV_572KuNhVCOA6l4p . O prazo para contribuir é dia 25 de julho de 2014.

A etapa final desse processo irá ocorrer durante consulta presencial, em São Paulo, no mês de agosto, com realização da Rede Brasileira do Pacto Global.

Fonte: ONU Brasil

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Dia do Trabalho, todo dia é dia de luta


No passado dizia-se que o trabalho dignifica e enobrece o homem, porém vimos que ainda há uma distância muito grande entre o discurso e a prática.

Em pleno século XXI ainda encontramos trabalhadores e trabalhadoras em situação de risco análogas a escravidão existente no século XVIII em nosso Brasil.

O subemprego ainda grassa em muitas regiões do país, especialmente nas regiões menos desenvolvidas, como a nordeste norte, onde a mão do estado e da justiça não alcança os trabalhadores, os quais se submetem a esse tipo de atividade por conta de patrões que vivem da exploração do suor e do trabalho da população carente.

É bem verdade que os empregos formais crescem ano a ano, porém os salários não seguem a mesma proporção, em vista do atrelamento de lei ao salário-mínimo, onde os governantes de plantão fazem seu proselitismo político a cada ano por ocasião do reajuste anual.

O governo determina em lei, um salário-mínimo de R$ 724 para 2014, enquanto a indústria local já pratica um valor superior ao redor de R$ 976, ao passo que o DIEESE_Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos sugere que o trabalhador brasileiro deveria ter o salário-mínimo na faixa de R$ 2.765,22, porém o governo faz vista grossa para essa recomendação, enquanto as forças do mercado também não o fazem pela ausência da forma da lei, considerando algumas exceções a regra que, por sua própria liberalidade pagam salários mais dignos a base da pirâmide social.

Com todos esses percalços, o trabalhador brasileiro ainda consegue se superar e ser reconhecido como um dos mais produtivos do mundo, quando comparado aos colegas japoneses, coreanos, chineses e europeus, fato comprovado por estudos publicados por varias academias. Isso nos orgulha muito em fazer parte de uma geração de trabalhadores que colocaram o nosso país no mais alto degrau da produtividade industrial do mundo.

A luta entre o capital e trabalho não para nunca, de um lado o capital que maximizar o lucro e minimizar os custos, aí incluído os salários dos trabalhadores, por outro lado, -O Trabalhador trava a luta diária em favor de melhores salários, condições de trabalho segura, uma melhor assistência social que traga uma condição de vida mais digna para si e seus familiares e uma repartição de benefícios, através da PLR, mais justa e igualitária.

A você trabalhador e trabalhadora de cada canto desse pais, que controi a riqueza do nosso País, sinta-se reconhecido pela sua importante parcela de contribuição para a grandeza do Brasil.

Por tudo isso, nosso trabalhador brasileiro está de parabéns e nada mais justo que nesse 1º de Maio, todos comemorem o seu dia

Parabéns, trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e do nosso Amazonas.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Calçadas começam a ser devolvidas aos pedestres em Manaus


Louvável a ação da Prefeitura de Manaus na retirada dos camelôs e ambulantes do Centro da cidade, resgatando as calçadas públicas para o cidadão manauara.

No final da semana que passou começou a retirada das barracas instaladas ao longo de toda a Av.Eduardo Ribeiro, isso se deu após várias negociações entre o Poder Público e os ambulantes, os quais estão sendo transferidos para três galerias populares instaladas no centro da cidade, localizadas nas ruas Epaminondas, Miranda Leão e Floriano Peixoto.

Fica claro que essa melhoria no centro devolvendo as calçadas para os pedestres está atendendo a requisitos da FIFA para as cidades-sedes da Copa do Mundo de futebol, que acontece em junho próximo na cidade, porém, fica demonstrado que quando há vontade política, o interesse público acaba prevalecendo.

As calçadas ganharam novos ares, o processo de limpeza inicial deu uma nova aparência na avenida mais charmosa de Manaus, isso fica claro quando conseguimos ver por completo todas as calçadas liberadas.

Todavia, isso é apenas o começo de um novo tempo, as calçadas por décadas maltratadas e abandonadas parecem uma colcha de retalhos com diferentes alturas, pinturas e acabamentos dando uma aparência total de desleixo, num futuro próximo o poder público deve assumir a reconstrução original das calçadas como um lugar destinado apenas a pedestres.

A desocupação das calçadas trouxe outra oportunidade, a valorização das fachadas dos prédios antigos da Manaus da “Belle Époque”, onde cada prédio com seu estilo arquitetônico único embelezam e valorizam nosso centro histórico compreendido desde o Porto Flutuante até o Largo de São Sebastião.

Para que o processo de revitalização do centro histórico possa evoluir, torna-se necessária uma padronização das atuais bancas de revistas, ao longo das calçadas, existem cerca de doze equipamentos dessa natureza, só na Eduardo Ribeiro, sendo cada uma diferente das outras. , uma organização que leve em conta a localização e o tamanho de cada uma delas é imprescindível.

É claro que o poder público deve intensificar esse tipo de ações nas demais ruas do centro da cidade, devolvendo por completo, todas as calçadas aos pedestres de Manaus.

Compete agora, mais do que nunca, ao poder público, através de fiscalização, impedir ações deletérias que facilitem a instalação de novas barracas nas calçadas por camelôs e coibir ações de lojistas colocando “bancas” nas calçadas, impossibilitando o principal direito da população, a liberdade e o direito de ir e vir.

Não devemos esquecer que em 2012 a cidade de Manaus, teve suas calçadas classificadas como a piores do Brasil, é chegada a hora de reverter esse jogo e melhorar nosso ranking.

A cidade para ser bonita, agradável e atrativa para o turista, deve primeiramente, apresentar essas mesmas qualificações para seus próprios moradores, o que parece que está começando a acontecer.