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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Em Urucará, no interior do Amazonas, funciona a Cooperativa de Produtores de Guaraná, a única que tem certificação orgânica no Amazonas, que atesta que no cultivo e industrialização do produto, não se usou produtos químicos que agridam ao meio ambiente.
A cooperativa exporta o guaraná produzido para Itália e França, alem de clientes locais e nacionais
A expectativa de produção gira em torno de 70 toneladas/safra, sendo que 30 toneladas são cultivadas por cerca de 52 cooperados, atingindo cerca de 400 pessoas envolvidas com o cultivo e produção
Hoje a cooperativa tem apoio institucional do Sebrae, mas enfrenta problemas com o beneficiamento do produto, necessitam de uma usina industrial de beneficiamento e ao mesmo tempo, sofrem com financiamento bancário.
Uma experiência dessa natureza deve merecer ajuda e atenção dos órgãos governamentais, como a Sepror, a Embrapa, a SDS, englobando todas as esferas de governo, proporcionando uma maior agregação de valor a produção regional.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Frutos Amazônicos




No final desta semana que passou, aconteceu em Manaus o I Workshop Agricultura do Trópico Úmido, evento promovido pelo INPA_Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.

Nesse evento, cientistas, pesquisadores e órgãos do Estado, puderam discutir e constatar as imensas dificuldades enfrentadas pelos agricultores da Amazônia, onde também se buscou alternativas para o desenvolvimento da agricultura regional.

Historicamente vimos que a agricultura nessa região não progride, não consegue avançar, apesar de dispormos de condições favoráveis ao plantio e cultivo, que vão desde disponibilidade de água, solo e sol.

Mas, para aqueles formadores de opinião e alguns burocratas de Brasília, todas as vezes que se fala em estabelecer programas de agricultura intensiva surge a corrente que defende que esse formato de uso da terra levará ao aumento do desmatamento.

Temos que ser sensatos, além de combater o desmatamento, é necessário que se ofereça alternativas de sobrevivência ao agricultor e que ao mesmo tempo, ofereçam condições de produzir um excedente que traga renda e resultado econômico do uso do solo.

Um caminho que vejo, seria trabalhar projetos de agricultura que considerem o uso e consumo dos frutos regionais, massificando seu consumo nas escolas, academias, hotéis, lanchonetes e restaurantes, demonstrando os benefícios (proteico e vitamínico) do seu consumo diário, tornando-se conhecido do grande publico frutos como araçá-boi, camucamu, acerola, cubiu e outras tantas que se juntariam ao cupuaçu, ao açaí, ao buriti, a graviola, o abacaxi.