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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

MPE e as áreas de risco em Manaus


MPE_Ministério Público do Estado realizou ontem (12/jan) reunião com vários órgãos governamentais com o propósito de avaliar a situação atual em relação as áreas de risco, assunto que abordei aqui no Blog, na semana passada.
Defesa Civil do Estado e do Município, além dos Bombeiros foram os mais questionados e a conclusão que chegaram, foi que a responsabilidade daquela situação são dos próprios moradores dessas áreas de risco.
No mínimo irresponsável essa conclusão, um autêntico atestado de incompetência desses órgãos.
É claro que os moradores dessas áreas têm a sua parcela de culpa pela ocupação irregular, mas devemos levar em conta que, essa ocupação ocorre justamente pela ausência do Poder Público, entenda-se Estado e Ministério Público, em fazer cumprir seu dever, impedindo à construção de moradias nesses barrancos a margem do Rio Negro.
Observa-se, uma quantidade enorme de casas se equilibrando nos barrancos com erosão intensa e em vias de desmoronamento, nessa época em que Manaus recebe uma carga imensa de águas por conta do inverno a somos submetidos.
O que se espera, é que esses órgãos públicos não deixem para aparecer ou mostrar sua ação, apenas quando acontecer alguma tragédia.
O dano ambiental já está configurado, porém nada impede que ações sejam executadas para evitar a extensão desse dano.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ocupação irregular de barrancos e margem de corpos d'água


A tragédia que aflige os moradores de Angra do Reis no Rio de Janeiro comoveu a todos os brasileiros nesse começo de ano novo.
A morte de centenas de inocentes nos leva a refletir e questionar, por que essa tragédia não foi evitada?
Especialistas asseguram que a “ocupação irregular” das encostas foi uma das principais causas, um verdadeiro crime ambiental.
Trazendo isso para a realidade manauara, como podemos evitar tragédias iguais a essa por aqui?
Existe uma enorme quantidade de “ocupações irregulares” na região metropolitana, a mais utilizada é a “ocupação das margens dos corpos d’água”.
Uma combinação explosiva é ocupação irregular + lixo no igarapé + chuva = Inundações (vidas em risco).
Outro tipo de ocupação é aquela em que moradias são fincadas nos barrancos às margens do Rio Negro. Essas ocupações são vistas nos bairros de Educandos, São Raimundo, Santo Antonio e Compensa, nesses locais é comum vermos moradias se equilibrando entre os barrancos que não param de deslizar.
Agora em janeiro, começa o inverno amazônico, com chuvas por longos períodos, que expõe a fragilidade dessas moradias. Urge uma ação de cidadania dos poderes públicos para evitar que se repitam por aqui tragédias como essa em Angra.
Agressões ao meio ambiente sempre tem seu preço, não devemos esperar ou pagar pra ver.